Os RINS e os RELACIONAMENTOS DE AMOR

De forma psíquica, os rins representam o âmbito da parceria. Dores e moléstias nos rins representam que estamos em conflito com nossos parceiros e que não estamos conseguindo ter o entendimento destes conflitos ou também que não estamos sendo acolhidos com amor por nossos parceiros, em nossas dificuldades, quando ele como espelho, nos mostra os caminhos que estamos escolhendo e que são bons ou não tão bons assim.

A polaridade da nossa consciência faz com que não estejamos conscientes da nossa totalidade, da nossa integração, mas que nos identificamos sempre com um parte do nosso SER, a que chamamos de EU. A outra parte se torna a SOMBRA, e é o que nos falta e o que procuramos nos seres que nos relacionamos.

Nosso caminho é buscar a perfeição e enquanto estamos nesta busca incansável, vamos sempre querer nos relacionar, nos apaixonar e viver intensamente este relacionamento.

O Homem que atinge a perfeição, é andrógino, ou seja, aquele que fundiu os aspectos femininos e masculinos de sua alma em uma unidade. Mantem a sexualidade natural como homem e mulher e psiquicamente estão integrados. O objetivo da androginia se expressa exteriormente também no celibato, entre sacerdotes e monges.

Precisamos encontrar o que nos falta através do mundo exterior, embora isso esteja de fato dentro de nós, o tempo todo. Somente podemos fazer isto através da projeção sobre a superfície de um espelho. O homem somente pode tornar consciente o seu lado feminino, projetando-o em uma mulher e vice-versa.

Existentes camadas da sombra que já estão transbordando em cada um de nós, e é ela que será trabalhada neste momento! Outras camadas que estão mais profundas, ainda nos causam verdadeiro terror.

Se eu encontrar alguém que seja o espelho de uma sombra que está transbordando em mim, então me apaixono por esta pessoa. Tenho ódio e raiva ou não gosto de pessoas, com as quais nos espelham as camadas mais profundas da nossa SOMBRA e que ainda não queremos mexer.

Achamos o outro sexo atraente, pois ele nos falta. E assim, quando vermos sob uma nova luz e consciência os problemas conjugais, nós iremos encarar os relacionamentos de uma forma a nutrir, acolher e com amor, ajudar o nosso parceiro a tomar consciência da sua sombra e conseguir dar seu salto evolutivo rumo a perfeição. Este é o verdadeiro amor, quando somos o espelho para o nosso parceiro mostrando o seu lado sombra e o ajudamos a conscientizar com amor. Na maioria das vezes, nosso relacionamento com o parceiro é igualmente ambivalente, nós o amamos e o odiamos, desejamos possuí-lo e gostaríamos de nos livrar dele, achamos que é maravilhoso e também detestável. Ele é nosso mestre!

Quanto maiores as contradições, tanto melhor se darão, visto que cada parceiro vive a sombra do outro - ou melhor - cada um deixa a sua sombra viver no outro. Uniões conjugais entre pessoas semelhantes, apresentam menos riscos, mas acaba por se tornar monótono, pois cada um espelha no outro o próprio âmbito consciente. Eles acabam em conjunto projetando uma sombra no ambiente que depois evitam. Os atritos conjugais só são fecundos quando um parceiro elabora sua sombra através do outro, pois é assim que geram a intimidade. O objetivo aqui é alcançar a totalidade. Objetivo este que não é alcançado pelo par de pombinhos apaixonados que não podem viver um sem o outro. Na verdade, cada um está usando o outro por pura conveniência. Neste caso, um parceiro não permite o desenvolvimento do outro. É uma forma de vampirismo.

Uma união conjugal atinge sua finalidade quando um não precisa mais do outro. Só nesse caso é que se cumpre o fato a promessa do "amor eterno". Amar é um ato consciente que implica abrir os limites da nossa própria consciência!

Os problemas surgem quando ambas as partes usam o relacionamento de formas diferentes, na medida em que um elabora e reabsorve suas projeções e o outro fica completamente estagnado nelas. Então chegará o ponto em que um se torna independente do outro, enquanto o coração deste outro se quebra de tanta dor. Se, porém, ambas as partes ficarem estagnadas na projeção, temos o caso que o amor dura até a morte e depois há o grande luto pela morte do parceiro. Feliz daquele que compreende que a única coisa que não podem lhe tirar é aquilo que ele efetivou em si mesmo. O objetivo do amor é tornar-se uno, caso contrário ele perde o sentido.

O pior risco que qualquer união pode enfrentar enquanto dura é a convicção de que todas as formas problemáticas ou perturbadoras de comportamento são causadas unicamente pelo outro, e que nada tem a ver conosco.

Assim como o ser humano tem de se reconhecer no parceiro, os rins também precisam da aptidão de reconhecer as substâncias "estranhas" provindas do exterior como elementos importantes para o próprio confronto com elas e para o seu desenvolvimento.

Portanto, se é por amor que você está junto, acolha a sombra do seu parceiro e faça fluir este amor auxiliando e acolhendo as dificuldades do seu parceiro, pois é assim que a evolução do relacionamento se desenvolverá.

*Fonte - A doença como Caminho - Rudiger Dahlke e Thorwald Dethlefsen.

Enjoy your path, Enjoy your choice!


Posts Em Destaque
Posts Recentes